Como iniciei tudo daqui de Porto Alegre, de onde escrevi o primeiro texto, achei por bem finalizar aqui também.
Sai daqui falando de desapego, vocês lembram. Volto e falo de liberação. Esta é a sensação. Sensação de que é possível, de que não é nada demais, de que, assim como foram dois meses, poderiam ter sido mais, nada aconteceu por causa disso.
A vida continua como sempre. Porto Alegre, pelo que vi, mudou quase nada. E assim é a vida, embora, às vezes, pensemos que não, que somos imprescindíveis. Não, não somos, e isto é bom. Esta é a boa notícia: ninguém faz muita falta, embora todos façam.
Esta é a sensação de liberação que falei: podemos ir, podemos voltar, nada mudará por causa disso. Se algo muda, pelo menos creio que deva mudar, é quem vai, quem volta, quem se libera.
Hoje almocei num restaurante que costumo ir. Novidade: estava tudo igual, mesmos garçons, mesmas mesas, mesmo cardápio de terça-feira servido.
E aqui está o perigo da liberação: voltar à mesmice, à estagnação, não só de ações, mas de percepções, de sentimentos, de vida.
Em casa, de novidade mesmo, só a alegria do Pinóquio, ao me ver. Sim, ele cuidou muito bem da minha flor de lótus. Xangô e Oxum me receberam de braços abertos.Pensei em, neste último texto, mudar a frase final, mas não acho que seja justo com ela, afinal pode ser um sinal do que acontecerá, não sei. De qualquer forma, seguirei com ela, quem sabe está certa.
Também aproveito para informar que os álbuns do Orkut e do Picasa estão atualizados. No Picasa tem mais fotos e com qualidade um pouco melhor. O endereço, vocês sabem, está no final do email e tem um link no blog também.
Muito aconteceu, nem tudo relatado, tudo vivido. De bom e de ruim, conforme o foco que se queira dar. Nem tudo, vocês sabem, é literal. Desde o início avisei que não tinha compromisso com o ‘real’, não sou guia de turismo, apenas tento escrever e usei esta viagem para praticar um pouco.
Agradeço a paciência e o carinho de vocês durante estes dois meses, de coração.
Fui e voltarei.